Review: Clipse – Lord Willin’
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Aproveitando o hype em cima de Pusha T, postarei um review postado no início do ano no Raplogia, o meu blog, é sobre o disco Lord Willin’, do Clipse, a dupla traz dois das maiores revelações da última década, que também são dois dos mais subestimados do rap. E é esse fato que faz com que a dupla Clipse não tenha todo o sucesso que é merecido.
A carreira dos caras que começou no início dos anos 90 é composta de três discos consistentes, e o primeiro eu considero um clássico dos últimos tempos. Estou falando do Lord Willin’. Disco lançado há dez anos atrás, e que toda vez que ouço, eu particularmente fico de cara com o conteúdo trazido pelos irmãos crescidos na Virginia. Pusha T e Malice foram apadrinhados por Pharrell Williams, isso há vinte anos atrás. Dez anos depois a dupla tem a sua estréia em um disco todo produzido pelo Skateboard P, com uma temática bastante pesada, lembrando e muito os rappers de NYC. E foi esse sentimento que surgiu na galera naquela época, foi surpresa descobrir que os dois cresceram na Virginia. Mas isso ainda quando o primeiro single foi lançado, pois referências a Virginia Beach e afins, aparecem bastante no disco. Young Boy é a primeira faixa pós-intro, e já traz um Pharrell afinado, ele participa ativamente do disco além da produção, canta, faz backing vocals, e nessa faixa ele faz um refrão muito bom. E então chega Virginia, uma das melhores faixas do disco. Obscura e pesada, Virginia traz rimas de forte conteúdo, com referência ao tráfico – assunto bastante comum no disco – e como é lá em suas quebradas. “…I tried bein humble – humble get no respect/Now the first sign of trouble that’s a hole up in yo’ neck…” Malice definitivamente é o cara do Clipse. Os dois rimam com uma percepção incrível, mas Malice se destaca. É dele que saem boa parte das ótimas punchlines do disco. Grindin é um dos hits do disco, fala sobre fazer ‘o seu’ nas ruas. Típico som do disco. Um refrão grudante de Pharrell e versos fortes. Cot Damn é como uma ghetto anthem do disco, contém participações de Ab-Liva e Rosco P. Coldchain, que se destacam bastante. Nada que roube o brilho da dupla. Ma, I Don’t Love Her é uma faixa que foge da temática do CD, fala de desconfiança das minas dos caras sobre o sentimento deles por elas, mesmo eles andando com outras. Vendo o clipe já se entende. Depois disso temos um freestyle de FamLay, bastante interessante de se ouvir, mais um refrão de Pharrell no som. Os refrões de P são bastante no disco. Eles são bem feitos, mostrando toda a genialidade de Pharrell. Assim como as beats, o disco produzido pelos The Neptunes como já foi dito é cheio de beats minimalistas e com samples de clássicos da música, e até video games, bem típico dos caras. When the Last Time é animada, talvez a música mais ‘club’ do disco, bons versos e batida. Temos até vocais da ex-Mrs. Jones, a Kelis. O disco tem mais faixas, de ótimas qualidade também, as duas últimas são remixes de Grindin, um com NORE, Lil’ Wayne e Birdman e outro com Sean Paul, Kardinal Offishall e Bless. Eu particularmente gosto mais do primeiro.
O que resume bem esse álbum é simplesmente dizer que ele é realmente que mostra bastante o ghetto, e nenhuma faixa foge da temática. Até alguns refrões mais cativantes tem uma conotação que fala de drogas, ou armas, como por exemplo o de Ego.
“…Don’t let ‘cha ego trick yo ass
‘Cause this motherfuckin’ tech will get yo ass
(Yes, the semi-automatic tech is know to jam…)
But if it don’t, that’s yo ass my man…”
A perspectiva que este álbum é rimado é ótima. Vemos dois caras que falam sobre o tráfico, desde o fazer das drogas até a venda nas ruas, ‘fazendo a grana deles’, o disco remete a vida dos dois antes do rap, eles vendiam drogas em Virginia Beach. Malice sutilmente se destaca mais do que Pusha, que não perde o rumo, mas quando seu irmão está inspirado para falar sobre essas coisas, é difícil parar ele. Considero o Malice um dos grandes letristas da última década, é um cara que deveria ter mais consideração do rap game sem dúvida nenhuma.
Lord Willin’ é realmente um thug album. E um disco que não pode faltar para quem gosta desse estilo, um rap mais pesado, mostrando as ruas, e tudo que se passa nela, um rap que muitos conhecem por coke rap. É o que é feito nesse disco, só que com a perfeição de Pharrell e Chad Hugo na produção, o que se torna um atrativo a mais. Recomendo ouvirem o trabalho da dupla por inteiro, mas principalmente esse disco. Espero que curtam o review! Paz.
Short URL: http://www.rapevolusom.com/novo/?p=41019
esse disco é pesado demaaais, porém com uma suavidade do Pharrell e do Chad.
Não curti !!!! Voz chata e batidas enjoativas !!!
Quer escutar música pra ouvir uma voz boa vá ouvir ópera, mano. Lord Willin’ is a fuckin’ classic!
Nunca parei para ouvir ópera, mas posso te falar uns 15 rappers com voz legal e batidas melhores !!!! Gosto é gosto mano !!!! Tem som que é clássico e é uma merda tbm !!!!
Apesar de voz “legal” e boas batidas, o que realmente importa no final é o conteúdo lírico. Sempre foi assim e sempre será.